sexta-feira, 5 de junho de 2009
All my loving i will send to you
Para terminar com o que era requisistado pelo professor, aqui vai meu décimo post, revelando um pouco mais sobre meu gosto em relação à música. Como uma admiradora desde criança de músicas antigas, decidi colocar uma música dos Beatles que sou completamente apaixonada. Pensei em colocá-la, pois há pouco tempo atrás fui assistir um cover dos Beatles, que apesar de ter tido alguns probleminhas no som, foi realmente um máximo! O cover se chama Beatles 4ever e realmente conseguiu me transportar pros anos que sempre quis, porém que nunca tive ou terei a oportunidade de viver...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Exposição do Vik Muniz

“It’s about how you say it, not what you say. It’s not about the things there, but the things in between.” Diamantes, caviar, geléia, poeira e açúcar estão entre os materiais usados pelo artista Vik Muniz na exposição feita no MASP. Com o uso de materiais considerados um tanto quanto insignificantes para a arte, o artista utilizou destes para transmitir e expressar suas idéias e conceitos.
Ao entrar na exposição, logo me deparei com o auto-retrato do artista, o que me fez sentir-me interagindo com o mesmo. Na exposição, havia diversos tipos de materiais, como desenhos, arames, algodão (ou seriam nuvens?), terra, chocolate, lixo, quebra-cabeça, papeis cortados, pedaços de computadores, entre outros que são perecíveis e usados no nosso cotidiano. Os quadros eram fotos das obras e não as obras em si, o que me despertou a vontade de vê-las ao vivo.
Em suas obras, é possível ter duas leituras diferentes, sendo uma da imagem e outra da escolha do material usado. Ao observar os quadros, me pareceu muito interessante que o olhar de longe e o de perto eram completamente distintos. De perto se via os detalhes do material usado, logo o de longe, se via a imagem como um todo.
Fiquei muito impressionada com os materiais utilizados, pois são coisas jamais concebidas no ramo da arte. O resultado me espantou de tão profissional e tanta afabilidade que deve ter requerido. A série feita de poeira, por exemplo, me deixou espantada com o cuidado que deve ter sido necessário para sua realização. Assisti ao vídeo (o documentário) na exposição e achei muito curioso quando ele disse que não precisa ser artista para fazer arte, que qualquer pessoa pode ser um artista.
Os trabalhos do Vik Muniz realmente são focados em como são expressos e não o que é expresso. Apesar de que seu estilo me lembra muito de outros artistas (como Andy Warhol que mostrava que a cópia da cópia é sempre um original) e outros estilos (como dadaísmo, que usam objetos do cotidiano para fazer arte), sua finalidade difere de ambos. A exposição ficou impressionante e eu fortemente recomendaria para as pessoas que sabem enxergar a arte.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Alienados do próprio mundo
Difícil é entender um final se não há um começo. Deixar de ler a introdução de um livro, ouvir um conto pela metade, assistir um vídeo sem ver o início. É proveitoso? Pular uma etapa de uma história faz desta incompleta. Pular uma etapa de sua vida faz de si uma pessoa incompleta. O trabalho infantil, um tema um tanto clichê, mas que é merecido devida atenção, é um sobrecarrego social de extremo peso na bruta realidade brasileira. Apesar de que o trabalho infantil pode ser visto como um investimento para os pais desviarem seus filhos do caminho contrário, na há dúvida quanto ao fato de que essa polêmica social gera uma alienação na vida das crianças, uma vez que elas pulam essa fase da vida, deixando de desfrutar os prazeres da infância. Brincar de carrinho, andar de patins, jogar baralho, jogos de tabuleiro, ir a escola, se frustrar com matemática, sair para dançar, usufruir sua adolescência, se descobrir, são todos componentes típicos de uma juventude. O que acontece quando se retira tal formula da equação da vida? Lidar com certos achados, com o aprendizado, com as dificuldades e os prazeres moldam o futuro da criança. Forçá-las a abandonar tudo isso para fazer algo que não é compatível à sua idade é definitivamente um contra-senso. Reprimidas ao desagrado da miséria, famílias tendem a procurar alternativas para ausentarem-se deste mundo e, portanto obrigam as crianças a deixar de estudar fazendo-as trabalhar. A sede pelo dinheiro e pelo conforto tem sido agravos maiores do que a consideração com os jovens que são violentadas a trabalhar. Talvez, se não houvesse tanta pobreza, desgraça e desigualdade social no Brasil, este texto não estaria sendo escrito.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
O avesso da bossa nova
Estava assistindo este video sobre a tropicália e eis que me surgiu a questão: tropicalismo, era uma crítica política ou social? Foi então que fui pesquisar... Assim como o cantor e compositor Caetano Veloso afirmou, a tropicália foi o avesso da bossa nova. Ao contrário de tal estilo musical, a tropicália acomodou-se sendo um movimento político e cultural, superando os limites impostos de questões puramente estéticas. O movimento foi um arrombo que vibrou a atmosfera da MPB, da política e cultura brasileira. Sua cronologia embora tenha começado em 1967, ocorreu especialmente ao longo de 1968. Seus participantes formaram um grupo, cujos destaques incluíam Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé, os Mutantes, Nara Leão, Torquato Neto, Rogério Duarte, José Carlos Capinam, Hélio Oiticica e Rogério Duprat.O objetivo do tropicalismo era inovar e inspirar uma nova postura e atitude. Sua interferência na cultura, na arte e na política do país foi, antes de tudo, crítica. Pode-se dizer que o tropicalismo foi um movimento que tinha como desígnio criticar a política, porém devido ao contexto histórico, aos depoimentos dos artistas e aos eventos que inspiraram os participantes a se imporem, percebe-se que foi mais uma crítica social e estética.
sábado, 23 de maio de 2009
Presos entre destinações

Possuímos um relacionamento instável com nossa cidade. São Paulo, o paraíso da possibilidade, uma metrópole caótica que consiste de uma mistura cosmopolita de culturas, costumes, cores e raças. Um aglomerado de pessoas diferentes, raízes mescladas, interesses variados. Impossível não ser seduzido pelo charme da vida noturna, os bares, a agitação, o glamour da gastronomia, a diversidade de restaurantes exóticos, casas de espetáculos e eventos culturais. Uma cidade que permanece vinte e quatro horas acordada, que causa impacto por sua grandeza, pelos quilômetros de avenidas, pela abundância de propagandas, letreiros, lojas e indústrias. Quem se junta a ela é estremecido por sua infinidade, pela variedade de lazer e entretenimento, pela paciência do povo no trânsito. Viver em São Paulo é uma guerra contra o tempo, contra a correria, contra o estresse. Apesar das mil maravilhas, somos vítimas de uma metrópole enlouquecedora e desordenada que exigiria um milagroso planejamento para concertar seus deslizes. O problema que é visto atualmente com a maior nitidez pelos cidadãos é o trânsito nas avenidas, estradas e ruas. O que antes levava cinco minutos, agora leva mais de uma hora. Viramos escravos de uma situação absurda, reféns do excesso de carro. Está insuportável!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Emocionalmente blindados

Um carro blindado é um carro seguro. Uma pessoa que possui este é, por sua vez, insegura. Insegura com o mundo afora, insegura em relação a assaltos, seqüestros, à violência e o sofrimento físico. De certo modo, nós também nos blindamos por dentro no plano emocional e psicológico. Ao abrir-nos excessivamente, estamos mergulhando em um mundo paralelo de fantasias, sonhos e desejos. Quando permitimos que nossa imaginação crie asas, possivelmente nos tornamos vulneráveis ao sofrimento, pois assim criamos ilusões ilimitadas, que pode ser destruída ao voltar à realidade. Então deixando de pensar e de se apegar, estaríamos porventura nos blindando do sofrimento, buscando uma proteção maior a nós mesmos?
Os Budistas acreditam que para atingir a sabedoria máxima, deve-se varrer todos os pensamentos, se livrar de qualquer julgamento ou reflexão. O alvo da crença Budista é se extinguir e se libertar de qualquer excesso de anseio, ira, ilusão, paixão ou ódio. Para atingir nirvana, por exemplo, que é a epifania da meditação, é necessário superar o apego aos sentidos. No entanto, nos bloqueando de tais sentidos, não estaríamos escondendo a poeira que revela nossas mais puras emoções debaixo de um tapete?
Bloquear seus sentimentos é como vestir uma máscara para se cobrir do seu Eu interior. Ao observar um pôr-do-sol, é complexo entender o porquê de alguém querer deixar de admirá-lo, de contemplar o céu se desfazendo em raios de ouro. É como se estivesse enjaulando sua mente em um cubículo, se inibindo de ter a liberdade de expressar suas emoções e opiniões.
Quando algo é espontâneo e inesperado, dizem que tende a ser mais prazeroso. Deixar de refletir, imaginar e pensar, brota tais momentos inesperados. Porém, não há nada melhor do que fantasiar um mundo perfeito, um desejo inatingível, um momento mágico. Ao mergulhar em seus pensamentos, você entra em uma espécie de êxtase, pois cria o seu próprio mundo onde até o impossível torna-se possível. O problema nasce ao sair dessa ficção, quando ocorre a colisão entre o mundo real e o mundo dos contos de fadas. Vale a pena se colocar no lugar da Cinderela?
quinta-feira, 21 de maio de 2009
De um lado isso, do outro aquilo
De um lado a classe alta, do outro o pobre bandido. De um lado a Daslu, do outro o pobre bandido. De um lado a polícia, do outro o pobre bandido. É cômico fingir que entendemos o que se passa no mundo deles. Não sabemos como é acordar dia após dia olhando para um teto prestes a desabar, em um colchão imundo, sem higiene e sem conforto. Não sabemos como é sentir dor de tanta fome, precisar se vender para conseguir dinheiro, roubar para alimentar a família, orar para sobreviver. Não sabemos como é viver em um mundo onde um mero pedaço de pão gera sorrisos radiantes, onde um simples gesto carinhoso provoca olhos a brilharem. A dor de querer e não poder, de ver e não ter; não sabemos como é. Somos de planetas diferentes. Atrás desta parede transparente existe a agonia retida em coração de pessoas desprivilegiadas. É infiltrada também uma certa raiva. A raiva de olhar adiante e literalmente entrever carros luxuosos, madames passeando, e palacetes impecáveis. Olhar para frente e enxergar um mundo que é completamente o oposto de suas realidades. Isto é o que ambas as classes carregam em comum. O desconforto de olhar através de seus vidros blindados, e se depararem a olhares de socorro, de desespero, pedidos de ajuda. Sim, eles têm dinheiro, eles são ricos. Mas como usufruir tamanha riqueza se eles acabam por sentir a agonia da insegurança? Vivendo atrás de muros, adotados por seguranças, sempre despertos e aflitos, com receio de tudo. O dinheiro eles têm, mas a liberdade os falta. Aqui vai um videozinho que recebi no meu e-mail q me fez refletir em cima disso:
Assinar:
Postagens (Atom)